• Informe Popular

O tambor dos Cravos


Tata Bokulè e Sacerdotisa Yatylyssá.

Foto: Marcos Nogueira


No sábado 31 de Agosto de 2019, em Boa Vista/RR, às 16:30h, aconteceu no Abasá N'Angola no N'Gunzu Tàtá Bòkulê, o Dia N'komgobila, no bairro São Vicente, a confluência de roda e prosa Tambor dos Cravos, faz parte do circuito de rodas de conversa nos terreiros e nos pontos de Cultura no Estado de Roraima.


Culturas Populares Tradicionais, o tema norteador da roda foi: Cultura e Espiritualidade. Estiveram presentes na roda de conversa Zeladores e Zeladoras de Santo, representantes das casas de Umbanda, homens, mulheres, crianças, professores, pesquisadores acadêmicos, representantes de grupos de capoeira, representantes do IPHAN/RR, representes dos movimentos de Arte, Artistas de Roraima e simpatizantes.


Uma roda de conversa dentro de um terreiro com um propósito máximo, reafirmar a crença religiosa de Matriz Africana e a luta para o reconhecimento do movimento religioso como cultura popular brasileira, este perante uma sociedade celetista. Debatendo de dentro pra fora, o enxergar e o entender a cultura religiosa como processo de empoderamento de uma sociedade, e o auto reconhecimento do espaço terreiro, casa de santo, roça, dentre outras denominações, como espaço de acolhimento e aprendizagem cultural, vivências e alicerce para construção cultural e histórica de uma país chamado Brasil.


Na oportunidade também foi pontuado a visão e a importância dos zeladores de santo nesse processo, pois os mesmos têm como uma das responsabilidades e prioridades, guiar e orientar toda uma comunidade, e o quanto é importante a figura do zelador dentro e fora do espaço de terreiro, com o papel de propagar a cultura e processo Politico-Cultural das Religiões de Matriz Africana no Brasil. A Roda de conversa aconteceu no período da tarde adentrando o início da noite, onde todos tiveram a oportunidade de dar seus depoimentos e esclarecimentos, criando um debate rico e fortificando cada vez mais a cultura de Religiões de Matriz Africana. A roda foi finalizada com a kizomba de Kavungo, kukuana. Os que estavam presentes permaneceram no terreiro e todos com total desprendimento independente da sua orientação religiosa, ali continuaram e louvaram junto com toda a comunidade religiosa, o senhor das palhas, o grande médico, conselheiro, juiz e advogado, o rei da terra do chão que colhemos nosso alimento, e o rei do mesmo chão que vai nos acolher quando nosso ciclo aqui nesse plano se encerrar.


Kiwá Tateto Kavungo. Pembélê meu Tateto kavungo.


Por Lilian Sthefaine Amaral de Souza, KINÃNSIMÊ de N'Zazi filha de Bòkulê N'Komgobila.

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