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O CAPITALISMO ESTÁ MATANDO A AMAZÔNIA





Por vezes de maneira mais velada, por vezes de maneira mais aberta, a partir do contato com o homem branco os povos originários e a Floresta Amazônica sempre estiveram ameaçados. A vitória de Jair Bolsonaro nas últimas eleições abriu um precedente perigosíssimo, muitas pessoas entenderam a vitória de Bolsonaro como uma carta branca para estabelecer e terminar o projeto de destruição da Floresta e seus povos.


Atualmente temos acompanhado com muita preocupação o que acontece na Floresta Amazônica e mal tem sido noticiado com a devida importância: grandes queimadas na região do Acre, Rondônia e parte da Bolívia. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (o Inpe, que há poucos dias sofreu duros e infundados ataques por parte do presidente Bolsonaro), as queimadas no Brasil aumentaram 82% em relação ao ano passado.


A destruição da Floresta Amazônica muito interessa aos latifundiários cujas grandes empresas logo tomam conta das áreas queimadas para estabelecer grandes plantações soja. O desmatamento muito interessa ao agronegócio, que cerca as terras desmatadas para fazer pasto para o gado que será exportado. A morte da Amazônia é lucrativa para as grandes empresas mineradoras, que sistematicamente retiram as riquezas do solo e muitas vezes utilizam práticas de trabalho escravo para fazê-lo. Matam a flora, matam a fauna, e também derramam o sangue das populações indígenas e ribeirinhas, que formam a última linha de resistência em defesa de seus territórios ancestrais e da preservação de seus modos de vida.


Desde que assumiu a presidência, o governo Bolsonaro tem se mostrado conivente com a destruição da Amazônia, e implantado práticas para acelerar este processo. Desde o corte de órgãos de fiscalização e censura aos dados sobre desmatamento, até declarações abertamente entreguistas em relação aos recursos naturais da região, Bolsonaro vem validando a ação de empresas madeireiras e mineradoras na região. O presidente também vem construindo um discurso de criminalização das ONGs e movimentos sociais que atuam em defesa da Reforma Agrária, da Floresta Amazônica e de seus povos originários. A demarcação das terras indígenas está sob constantes ataques, e os conflitos por terra nessas regiões fazem da região Norte do Brasil palco para rotineiros massacres. Há um genocídio continuado, e o estado brasileiro sempre teve suas mãos sujas de sangue.


Apesar das ações de Bolsonaro e Ricardo Salles (seu Ministro do Meio Ambiente) estarem acelerando o processo de destruição da Amazônia, é importante lembrar que o problema é bem maior: é todo o sistema, é o capitalismo e seus gigantes conglomerados, através da bancada ruralista, que lucram com a morte das florestas e que sonham em fincar suas garras em nossas riquezas naturais.


Derrubar o capitalismo é a única forma de impedir que a Floresta Amazônica não seja integralmente destruída. Cerrar fileiras junto aos povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas em defesa de suas terras e pela construção de um modo de vida não-predatório é a única forma de ter certeza que os interesses imperialistas e privatistas do capital não destruirão por completo as riquezas naturais do Brasil. É preciso implantar um projeto de desenvolvimento que preserve a dignidade do nosso povo e a integridade da natureza.


Organize-se! Faça parte da luta para dar um basta à destruição da Amazônia e seus povos!


Nota do PCB - Amazonas.

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