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Militares brasileiros são acusados de estupro, pedofilia e abandono de crianças em Missão no Haiti


Janila Jean diz que foi estuprada aos 16 por um soldado da missão de paz no Haiti

A matéria saiu no Washington Post de quinta, dia 19.


Um novo relatório revela que os membros das forças de manutenção da paz no Haiti tiveram filhos com meninas antes de abandoná-las.


Os pesquisadores ouviram 2 500 haitianos sobre a atuação da Missão de Estabilização — Minustah —, que durou 13 anos.


Desse grupo, cerca de 265 pessoas contaram histórias sobre crianças vítimas de abuso, coerção, estupro.

Garotas de 11 anos tiveram de criar seus próprios filhos em condições de extrema pobreza.


As ocorrências mais frequentes eram de um “padrão comum” em que pequenas quantidades de dinheiro ou comida eram trocadas por sexo.


Os entrevistados levantaram essas questões por conta própria, segundo os pesquisadores.


Uma haitiana é citada descrevendo “uma série de mulheres de 12 e 13 anos” que foram engravidadas e deixadas “na miséria com bebês nas mãos”.

A denúncia envolve homens de 13 países, a maioria do Brasil e do Uruguai.


“Nossa abordagem coloca os direitos e a dignidade das vítimas na vanguarda de seus esforços para prevenir e responder à exploração e abuso sexual”, respondeu a ONU.


A missão começou em 2004, após a derrubada do presidente Jean-Bertrand Aristide.

Em janeiro de 2018, o Bureau des Avocats Internationaux (BAI), com sede no Haiti, entrou com ações de paternidade nos tribunais haitianos em nome de 10 crianças.


A organização afirma que as Nações Unidas não fizeram sua parte para remediar essas situações.


Em 2005, o general Augusto Heleno liderou uma operação miserável de invasão no bairro de Cité Soleil, em Porto Príncipe, que terminou com ao menos 60 civis abatidos.

Heleno sempre considerou tudo “um sucesso”.


Créditos: Kiko Nogueira / Diário do Centro do Mundo

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