• Informe Popular

Justiça para a professora Ivanise Rizzatti

Movimento de apoio à professora da UERR divulga carta de apoio e organiza manifestação para esta quinta-feira (23/07).


Nós, professoras e professores, servidoras e servidores, alunas e alunos da Universidade

Estadual de Roraima, colegas e colaboradores de trabalho de diversas Instituições de Boa Vista/Roraima viemos prestar apoio e solidariedade à professora Ivanise Maria Rizzatti. Ela se encontra em situação de provável perseguição política em seu lugar de trabalho, local onde trabalhamos, estudamos e que valorizamos como importante Instituição do Estado.


A professora Ivanise está sofrendo um processo administrativo (PAD) repleto de

irregularidades, com dificuldade de acesso a informações e tratamento desigual. O processo foi instaurado em meio ao processo eleitoral para a reitoria da instituição, em setembro de 2019, e vem se desenvolvendo com celeridade, mesmo diante do contexto da pandemia da Covid-19, momento no qual diversos órgãos judiciários e administrativos de Roraima suspenderam acontagem de prazos, o que chama a atenção para o tratamento diferente dado a seu PAD.


A professora Ivanise é comprometida, produtiva, entusiasta e organizadora de eventos

científicos, como muitos de nós! Já foi Pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação, organiza a Feira de Ciências do Estado de Roraima e Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e, atualmente, é coordenadora do Programa de Mestrado Profissional em Ensino de Ciências (PPGEC), conceito 4 na CAPES. Talvez, seu perfil atuante tenha incomodado algumas pessoas da nossa comunidade.


O colegiado do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências, em 2012, aprovou um

projeto no Programa Pró-Equipamentos, da CAPES, para a compra de bens que até hoje servem diversos cursos, profissionais e alunos da casa. O projeto foi encaminhado para a reitoria, pois a titular do convênio com a CAPES foi a Universidade.


Felizmente, para a UERR, o convênio foi aprovado. Obedecendo às normas da CAPES,

a verba destinada para as compras de equipamentos ficou sob responsabilidade do Setor de Convênios da UERR e era acompanhada pelo Sistema Nacional de Convênios (SICONV).


No momento da efetivação da compra de equipamentos, a profa. Ivanise, que ocupava

naquele momento o cargo de Pró-reitora de Pesquisa, fez o seu trabalho. Junto com a equipe da pró-reitoria, ajudou os setores responsáveis pela compra a fazerem cotações de preço entre empresas. Afinal, tratava-se de material com detalhado perfil técnico: microscópios e lupas.


Hoje, esse material é utilizado pelo mestrado e pelas graduações em Agronomia, Ciências Biológicas, Ciências da Natureza, Enfermagem, Engenharia Florestal, Medicina, Química, entre outros.


O responsável pela compra dos equipamentos foi o Setor de Convênios. Os atos de

ordenamento de despesas e o consequente cadastro no SICONV eram responsabilidade desse setor, inclusive com uma senha privativa que apenas seus servidores detinham. No processo de compra, o setor deixou de inserir as alterações do Plano de Trabalho o que incorreu na restituição de valores financeiros pela UERR para a CAPES.


A profa. Ivanise foi a única pessoa responsabilizada por esta perda financeira da UERR.

A professora, que conhecemos pela sua maneira correta de executar seus trabalhos de ensino, pesquisa e extensão, assim como na área administrativa, foi indiciada por “proceder de forma desidiosa”. Em outras palavras, a professora está prestes a ser exonerada irregularmente pela UERR por alegadamente ter sido omissa em uma ação de despesas da qual não foi coordenadora.


A situação consterna a todos nós. A profa. Ivanise foi a única responsabilizada pelo erro

da administração superior, sendo que não tinha nenhum contato com as operações financeiras que envolveram a compra do material, ou acesso às alterações que deveriam ter sido realizadas no âmbito do SICONV. O processo não mostra qual foi o ato administrativo irregular da professora. A tramitação do processo tem ocorrido à revelia da orientação do Governo do Estado de suspender prazos de processos. A situação ocorre no contexto da Covid-19 em que a entrada na UERR tem sido controlada, com o acesso mais difícil da comunidade acadêmica à gestão superior. A instrução do processo está nas etapas finais e apontam para a EXONERAÇÃO da profa. Ivanise. Uma clara injustiça.

Esta carta é um apelo à sensibilidade da comunidade interna e externa à UERR. Pedimos que a perseguição à profa. Ivanise pare e que as verdadeiras intenções por trás desse processo se revelem. Exigimos da atual gestão superior que venha explicar detalhadamente a condução que tem dado à resolução do problema com a compra dos equipamentos. Que explique porque a Profa. Ivanise tem sido responsabilizada, uma vez que outros servidores, em diferentes setores da Universidade, participaram ativamente do processo de compra e ordenamento de despesas.


Estamos juntos e vamos lutar para que a justiça seja restaurada e seu sofrimento

emocional, físico e material cesse. Toda nossa solidariedade à Professora Ivanise.

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