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  • Informe Popular

"Há décadas em que nada acontece, e dias em que décadas acontecem."



Nas últimas semanas, o mundo entrou em ebulição, após anos de uma dura ofensiva das classes dominantes contra os trabalhadores. No Equador, no Chile, no Haiti, em Honduras, no Panamá, na Colômbia; no Líbano, no Iraque, na Etiópia - nestes e em mais muitos outros países, em uma escala menor, a reorganização internacional da luta proletária e popular se apresenta em todo seu vigor.


Súbito, quando menos se esperava; quando os ideólogos da ordem anunciavam com alegria uma década de atropelamento da esquerda; eis que as massas dão a sua lição histórica: só a luta radical pode virar o jogo e apresentar uma alternativa de dignidade e emancipação para a maioria explorada e oprimida da humanidade.


Para nossa geração, que cresceu sob o "fim da História", sob o desenvolvimento lento e "pacífico" da luta de classes, tudo isso pode parecer excepcional. Na verdade, a rebelião, a solução violenta das contradições sociais, é a única regra universal da História até hoje conhecida - a história da luta dos explorados contra os exploradores.


Vem pela frente uma década de intensos choques: de guerras imperialistas e ofensivas reacionárias, mas também de lutas de massas, greves gerais e insurreições. Uma década diametralmente diferente das anteriores, erguidas sobre a vitória global da burguesia sobre o socialismo do leste europeu. Uma década de revoluções. Dia após dia, essa verdade se impõe, incontornável. E aqueles que ainda apostam nos métodos institucionais, na reconciliação com as classes dominantes, nas súplicas pacíficas, terão o mesmo destino que a "Pax Americana" do pós Guerra Fria: o esquecimento.


Na foto, protestos etíopes (que já somam dezenas de mortos em confrontos) contra o presidente do país, recém agraciado com... o Nobel da Paz!


Fonte: Gabriel Landi Fazzio - PCB/SP

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