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DIA 2 DE ABRIL: DIA DO AUTISMO

Compartilhado em 02 de abril de 2019.


André Paz - Informe Popular André Paz - Informe Popular



Não faz muito tempo, o autismo era considerado uma condição rara, que atingia uma em cada duas mil crianças. Hoje, as pesquisas mostram que uma em cada cem crianças é portadora do espectro, que afeta mais os meninos do que as meninas. 


Em geral, o transtorno se instala nos três primeiros anos de vida, quando os neurônios que coordenam a comunicação e os relacionamentos sociais deixam de formar as conexões necessárias.


O transtorno do espectro autista (TEA) se refere a uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem, e por uma gama estreita de interesses e atividades que são únicas para o indivíduo e realizadas de forma repetitiva.


👉🏼Com base em estudos epidemiológicos realizados nos últimos 50 anos, a prevalência de TEA parece estar aumentando globalmente.

Há muitas explicações possíveis para esse aumento aparente, incluindo aumento da conscientização sobre o tema, a expansão dos critérios diagnósticos, melhores ferramentas de diagnóstico e o aprimoramento das informações reportadas.  


Sintomas do TEA:

Os sintomas de autismo confundem-se com as características apresentadas geralmente pelos pacientes diagnósticos com TEA. Ainda assim, podem ser identificadas como recorrentes os seguintes comportamentos:

• Dificuldade para interagir socialmente, como manter o contato visual, expressão facial, gestos, expressar as próprias emoções e fazer amigos;

• Dificuldade na comunicação, optando pelo uso repetitivo da linguagem e dificuldades para começar e manter um diálogo;

• Alterações comportamentais, como manias próprias, interesse intenso em coisas específicas e dificuldade de imaginação.

O diagnóstico possível a partir dos sintomas de autismo é comum na infância, ocorrendo normalmente entre 2 e 3 anos de idade.


Como é o diagnóstico do Autismo?

O diagnóstico do autismo deve ser realizado por um profissional especializado, como o pediatra ou psiquiatra. Uma vez que não existem exames que permitam identificar clinicamente a condição, o diagnóstico é feito por meio de observação da criança e realização de testes, ocorrendo normalmente entre os 2 e 3 anos de idade.

A confirmação costuma acontecer quando os pais relatam que a criança possui as três características do autismo, os problemas de interação social, alteração comportamental e dificuldade na comunicação.


Causas do Autismo:

Apesar dos esforços nas pesquisas conduzidas sobre o Transtorno do Espectro Autista, as causas do autismo ainda não foram identificadas, sendo que alguns estudos indicam que se trata da união de fatores genéticos com causas ambientais.

Dessa forma, o autismo pode ser desenvolvido por qualquer criança podendo ter relação com questões como infecções por determinados tipos de vírus, consumo de alguns alimentos ou contato com substâncias tóxicas, como o chumbo e mercúrio.

Algumas pesquisas indicam que o diagnóstico de autismo, normalmente, tem relação com alguns fatores, como:

• Deficiência e anormalidade cognitiva influenciada por fatores genéticos e hereditários;

• Fatores ambientais, relacionados com o ambiente de crescimento da criança, mas também complicações durante a gravidez ou parto;

• Alterações bioquímicas do organismo, pois foi identificado o excesso de serotonina no sangue de pacientes com TEA;

• Anormalidade cromossômica, pois alguns pacientes apresentaram o desaparecimento ou duplicação do cromossomo 16.

Apesar dessas suspeitas, as causas do autismo são desconhecidas, sendo necessário que não sejam realizadas conclusões definitivas dessa condição que ainda está sendo investigada.


Tratamentos para autismo:

Atualmente, o tratamento para autismo não inclui medicações que sejam eficientes para amenizar os sintomas do TEA. Entretanto, o acompanhamento médico multidisciplinar é indicado desde o diagnóstico para ajudar no desenvolvimento da criança com autismo. A conduta indicada vai depender do grau de comprometimento da condição e da idade do diagnóstico.

É comum que para pacientes de 0 a 2 anos de idade, o tratamento inclua o acompanhamento com fonoaudiólogo com o objetivo de desenvolver a linguagem não-verbal, sendo que o profissional contribuirá para outros estímulos, como para expressão facial e curiosidade.

O acompanhamento com esse especialista deve continuar posteriormente para incentivo da comunicação verbal. As terapias ocupacionais podem contribuir para o estímulo sensorial, ajudando a evitar o comportamento repetitivo comum desses pacientes.


Fonte: OMS e OPAS

Organização Mundial da Saúde e Organização Pan Americana da Saúde

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